Você quer conhecer as delícias culinárias da região Sudeste? Quer preparar aquela moqueca capixaba? Sabe as diferenças entre a feijoada Mineira e Paulista? Então sejam bem vindos à nossa cozinha! Aqui nós vamos mostrar os principais pratos das culinárias Mineira, Paulista, Capixaba e Carioca. Vai ter peixe, saladas, doces, comidas exóticas, variedades e curiosidades sobre o que há de mais saboroso em cada região. Vamos servir uma mesa bem farta! Teremos postagens semanais, então puxe o prato e saboreie de boca cheia!

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dobradinha


Como todos sabem, o Brasil foi colonizado pelos Portugueses e o estado que sofreu mais influência Portuguesa foi o Rio de Janeiro. Uma receita bem gostosa de origem Portuguesa, mas que se tornou prato típico do Rio De Janeiro é a famosa Dobradinha. Ela é tão apreciada pelos Brasileiros, que se tornou um poema de Fernando Pessoa, ''Dobrada a moda do Porto''. A dobradinha é na verdade o bucho de animais, principalmente o do boi, no qual são cozidos e acrescenta-se condimentos. Bom apetite!

Ingredientes:

1/2 kg de dobradinha picada
1/2 kg de feijão branco
100 g bacon picado
250 g de lingüica, defumada, fina picada
4 tomates, sem pele picado
1 cebola picada Alho e sal a gosto
Cheiro verde picado Azeitona

Modo de Preparo:
  1. Lave bem a dobradinha com água e limão
  2. Em uma panela coloque a dobradinha com água e vinagre
  3. Deixe ferver por alguns minutos
  4. Lave novamente a dobradinha
  5. Coloque na panela de pressão e cozinhe por 40 minutos
  6. A parte, cozinhe o feijão branco
  7. Em uma panela grande, coloque o azeite, o alho amassado e a cebola
  8. Deixe dourar um pouco
  9. Acrescente os demais ingredientes
  10. Tempere o feijão com a dobradinha junto e deixe engrossar o caldo
  11. Pode salpicar depois de pronto a dobradinha, queijo ralado por cima
Fonte: tudogostoso.uol.com.br

Poema de Fernando Pessoa:

Dobrada à Moda do Porto
 
Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.
Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.
Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo ...
(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).
Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

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